God help me. Não sou do tipo seguidor. Não sigo modas, tendências, manias, taras, ou sequer caminhos. Gosto e divirto-me a andar aos ésses.
Por esses e outros motivos insurjo-me contra a perda de tempo exaustiva gerada pela falsa sociabilização criada pelas redes sociais. Estamos efectivamente com a sensação que estamos a sociabilizar, no entanto estar especado em frente a um computador não é propriamente ser um ser social. Senão vejamos. Socializar no dicionário: Tornar sociável, reunir em sociedade. Isto poderia merecer uma análise profunda sobre o que é efectivamente ser sociável ou sobre o acto de reunir em sociedade, não basta obviamente ir às finanças. Temos que sair para rua, e deixar de cuidar das quintinhas criadas em flash onde os animais eram estáticos e por obra e graça do criador/programador começaram a pastar virando-se aleatoriamente para qualquer lado e para isso demorando um ou dois logins.
Sedentários é o que são. Aqueles que se dedicam à sociabilização através de um monitor, podem-se dizer tudo, excepto sociáveis. Contudo, não desesperem, para tudo existe salvação e não passa por "xinar" os pulsos com uma colher sopa. O primeiro passo é admitir. Bem sei que nem toda a gente terá coragem de despender das suas 4 ou 5 horas perdidas nas redes sociais para sair com um só amigo. Não é fácil. Eu próprio sou um bocadinho anti-saídas com um amigo só. E poucos são os meus amigos que gostam de andar aos "ésses". Tornando-se esta prática aborrecida após alguns minutos.
Nem tudo é negativo nessas redes sociais, existe algo que é extremamente positivo e que por sinal considero a melhor parte, comparando-a mesmo aos créditos finais de um mau filme, o botão "logout".
Fiquem a saber que também vou cedendo de vez em vez, e como tenho alguns porquês, optei por fazer uma pequena incursão ao mundo da sociabilização virtual. Resultado, fiz um teste que revelava que marreta, (sim os do Jim) seria eu. Descobri que sou os dois velhos no balcão do teatro. Diz quem me conhece que é por causa do meu mau feitio.
Não sei quanto a vós meus caros, mas saber que marreta sou não me demove de ir para uma esplanada beber um café com os amigos.
Terça-feira, Setembro 22, 2009
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
O grito interior
Olhar para as vossas caras e o que vejo:
Sónia: Tirem-me daqui, estou com uma vontade de formular fórmulas formuladas em excel, como de tirar a pele com uma colher de sobremesa espalmada com o pé de uma cadeira. É quase como o paradoxo do mentiroso (Numa folha está escrito o seguinte, frente: O que está escrito atrás é verdade. Verso: o que está escrito atrás é mentira) Entramos em loop infinito. Uma invalida a outra. Neste caso a vontade de te ires embora e a vontade que eles têm de te mandar embora (não sendo aparentemente contraditório, a indemnização surge para eles como um pau nas costas)
Vânia: AHAHAH México, seus porcos fiquem aqui nesse ambiente grotesco de animais infectados com as mais variadas estirpes sem vacina. Que eu vou estar a curtir uma praia e a fazer caldinhos naquele mar a 30 graus. Argumentum ad nauseum, que é como quem diz podem tentar convencer-me que trabalhar é bom que fortalece o carácter, e podem repeti-lo até à exaustão, mas eu gosto é de não fazer nada.
José: Apesar da minha aparente apatia todo eu rejubilo, num regozijo gutural de quem acabou de largar um grande presente lascando a porcelana. Não comparo o facto de poder dar à luz, mas quase de certeza que quando tudo acaba é uma sensação de alívio gigantesca. Nem dá para pensar no que fica para trás, desde que fique para trás. O que é facto é que ao fim destes anos todos, parece que estou mais próximo de me sentir realizado com uma simples mudança de emprego, não espera, com a saída deste emprego do que se me dissessem que estava rico e não tinha que trazer o pão para casa. (podia efectivamente construir em casa uma padaria.)
Pela careca do Paulo ou pelas costas do Varela não consigo perceber qual o seu estado de espírito. Mas tenho uma vaga ideia.
Sónia: Tirem-me daqui, estou com uma vontade de formular fórmulas formuladas em excel, como de tirar a pele com uma colher de sobremesa espalmada com o pé de uma cadeira. É quase como o paradoxo do mentiroso (Numa folha está escrito o seguinte, frente: O que está escrito atrás é verdade. Verso: o que está escrito atrás é mentira) Entramos em loop infinito. Uma invalida a outra. Neste caso a vontade de te ires embora e a vontade que eles têm de te mandar embora (não sendo aparentemente contraditório, a indemnização surge para eles como um pau nas costas)
Vânia: AHAHAH México, seus porcos fiquem aqui nesse ambiente grotesco de animais infectados com as mais variadas estirpes sem vacina. Que eu vou estar a curtir uma praia e a fazer caldinhos naquele mar a 30 graus. Argumentum ad nauseum, que é como quem diz podem tentar convencer-me que trabalhar é bom que fortalece o carácter, e podem repeti-lo até à exaustão, mas eu gosto é de não fazer nada.
José: Apesar da minha aparente apatia todo eu rejubilo, num regozijo gutural de quem acabou de largar um grande presente lascando a porcelana. Não comparo o facto de poder dar à luz, mas quase de certeza que quando tudo acaba é uma sensação de alívio gigantesca. Nem dá para pensar no que fica para trás, desde que fique para trás. O que é facto é que ao fim destes anos todos, parece que estou mais próximo de me sentir realizado com uma simples mudança de emprego, não espera, com a saída deste emprego do que se me dissessem que estava rico e não tinha que trazer o pão para casa. (podia efectivamente construir em casa uma padaria.)
Pela careca do Paulo ou pelas costas do Varela não consigo perceber qual o seu estado de espírito. Mas tenho uma vaga ideia.
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Quarta-feira, Setembro 02, 2009
El Capitan Fantasma
No escuro da noite vejo à revelia uma foto escurecida que revela a obscuridade da mente duma pessoa clara e iluminada.
Apela à tua vontade de rebelião para dinamitar a tua confiança no sistema instaurado na anarquia hitleriana deste antro de piratas apalhaçados, que nos fazem rir muito pouco quando nos vão aos bolsos. O fulgor do cheiro a carne putrefacta que provém do armário da contabilidade revela o estado de degradação das contas. A normalidade dos intervenientes é posta em causa quando já todos se riem da desgraça e do degredo. Nem com o mais reles perfume se disfarça a interjeição que nos assombra as narinas já ranhosas de tanta diferença de temperatura. Ora está quente ora está frio, cada vez mais gelado.
Está na hora de arrancar daqui e ir comprar um cobertor.
El Capitan Fantasma
Para dedicar aos meus grandes amigos: 1berto (o verdadeiro Capitan Fantasma), Sónia, Vânia.
Apela à tua vontade de rebelião para dinamitar a tua confiança no sistema instaurado na anarquia hitleriana deste antro de piratas apalhaçados, que nos fazem rir muito pouco quando nos vão aos bolsos. O fulgor do cheiro a carne putrefacta que provém do armário da contabilidade revela o estado de degradação das contas. A normalidade dos intervenientes é posta em causa quando já todos se riem da desgraça e do degredo. Nem com o mais reles perfume se disfarça a interjeição que nos assombra as narinas já ranhosas de tanta diferença de temperatura. Ora está quente ora está frio, cada vez mais gelado.
Está na hora de arrancar daqui e ir comprar um cobertor.
El Capitan Fantasma
Para dedicar aos meus grandes amigos: 1berto (o verdadeiro Capitan Fantasma), Sónia, Vânia.
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