You really got me going, for a while. Yeahhhhh!!!
Parece que a crise me afectou também, estou numa clara economia de ideias, numa poupança desmesurada de palavras, num estado dormente e só comunico o necessário. Dou por mim a rir sozinho a pensar naquilo que os outros dizem e fazem, parece-me tão fácil escrever sobre os outros e com isso reunir material suficiente, para criar uma bíblia, com uns mil ou dois mil mandamentos. Mandamentos actualizados aos dias de hoje, como que uma espécie de marcador azul sobre as ideias completamente distorcidas que se passam nas mentes das gentes com quem me cruzo. Certa leitura que fiz, de um verdadeiro escritor português, um dos meus favoritos, José Gomes Ferreira, que diz precisamente aquilo que penso da mesma maneira que eu próprio diria, não posso dizer que me está a imitar, ou a plagiar, até porque a data do meu aparecimento e geração enquanto pessoa é de facto muito mais tardia que a dele. Mas se assim não fosse, seriamos com toda a certeza mentes em sintonia. Em tudo existe um ponto a observar que merece um reparo com humor. Talvez um pormenor que escapa à maioria dos transeuntes. Tudo aquilo que vivo e a que assisto, leva-me a concluir que as pessoas são nada mais nada menos que: Estúpidas. Não sendo religioso dou por mim num estado suspenso de reza, benzo-me de dez em dez segundos pelas atrocidades que jorram de mentes brilhantes com quem falo, ou grunho. Considero-me estúpido, tanto ou mais que todos os outros, mas, ofende-me assistir ao falar sem pensar. Dizer, por dizer, grunhir para fazer sons. Gosto de fonética, mas não exageremos. Qual o efeito de tudo isto? Conviver com estúpidos faz naturalmente embrutecer, e o reflexo claro da minha brutidade ortográfica é poder dizer com certeza que vou passar este texto quatro ou cinco vezes pelo corrector ortográfico, e mesmo assim sem a consciência de que tudo o que escrevi está em Português. Português, vejam só.
Terça-feira, Maio 26, 2009
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