Quinta-feira, Dezembro 11, 2008

Vai não volta

Volta e meia apareço por aqui para debitar uns batráquios uns bitaites e alvitres sobre o que se insurge no meu caminho, no dos outros e no nosso. Poderiam ser interpretadas estas palavras como: este indivíduo mete a colher na vida dos outros e em qualquer lado. Pois, podiam. Pois.

Opiniões à parte ficamos com umas quantas considerações acerca daquilo que tenho lido, visto ou só mesmo vislumbrado nos média, acerca de tão interessante assunto que é a crise internacional.
Importa primeiro esclarecer o conceito de crise (segundo o utilíssimo dicionário on-line da priberam):

- alteração para melhor ou para pior no curso de uma doença;
- ataque, acometimento, acidente;
- momento perigoso ou decisivo de um negócio;
- perturbação que altera o curso ordinário das coisas;
- situação de um governo que encontra dificuldades muito graves em se manter no poder.
- moral: luta interior entre dois sentimentos;
- ministerial: espaço de tempo entre a queda de um ministério e a constituição de outro que lhe sucede.

sob o meu ponto de vista comento o que cada um destes pontos tem a ver com o nosso cantinho à beira-mar plantado:

- Maleitas e doenças, passo a redundância são evitadas diariamente por toda a população nacional, o único mal para o qual não se encontrou genérico foi a disentería mental (afecta grande parte da população afecta às actividades políticas, de gestão e de planeamento territorial).
- Acometimentos vários dão origem a deformações várias, afectando neste caso o carácter. Consequentemente surgem acidentes de natureza ideológica levando à confusão individual da identidade geral (confuso? nada de anormal não é?)
- Momento perigoso ou decisivo de um negócio, é aqui que normalmente o negócio pode correr mal, com uma rápida passagem num multibanco percebe-se que o negócio corre mesmo muito mal pra todos.
- Perturbação que altera o curso ordinário das coisas, bem vistas as coisas, não podemos aplicar este ponto no nosso caso. A única coisa ordinária que encontramos na vida enquanto portugueses é mesmo algum vizinho badalhoco que passa o dia em roupão.
- Situação de um governo que encontra dificuldades muito graves em se manter no poder, ora aqui é que muita gente tenta bater o pé, a culpa é do governo, da governação e de tudo o que daí deriva. Dá que pensar, será que é do governo ou será que somos "ingovernáveis".
- Moral: luta interior entre dois sentimentos. Isto é uma estupidez, não há conflito nenhum, é comprar o carro novo e não ter dinheiro para comer, ponto. O sentimento de luxúria vai muito bem com o sentimento do estômago vazio.
- Ministerial: espaço de tempo entre a queda de um ministério e a constituição de outro que lhe sucede. É o timming perfeito para um golpe de estado.

O que é comum a todos estes significandos? Correcto, a CRISE. Nem tudo é negativo, sai-nos de cima o peso da complicada decisão de onde gastar os dinheiros escassos da jornada laboral. Tudo passa a ser simples, aquilo que ganhamos é para comer. (ora agora digam-me, se não é preferível ser ignorante e viver feliz).