Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Bocejo

Ultimamente, nos últimos dias, da última semana, ultimando o mês, dou por mim com tremendas cargas de sono. Não é só sono por ter vontade de dormir, é mesmo vontade de não me mexer, de andar aos caídos e não aspirar a ter nada feito no final do dia. Demoro estranhamente a assimilar tudo o que se passa em minha volta. Desenvolve-se um tamanho estado de nostalgia e saudades da cama que procuro justificar-me a todo o custo o porquê de não estar deitado. Pensei naquela história da Tsé-Tsé, mas não tenho os sintomas. Até que descobri os verdadeiros motivos:

Noite escura como o breu - tinha bebido 3 colas e um café depois de jantar. Estava mais alerta que um morcego. Diria que tinha olhos de membro da familia do lemuriformes. Deitei-me ainda assim na esperança que o sono aparecesse. Não apareceu. Deixou-me pendurado como se tivéssemos combinado um café e ele não se lembrasse da hora combinada, consequentemente não apareceu. De manhã apesar de todos os meus esforços para sorver a alvorada ouvi à porta do quarto os passos do João Pestana, aquela imagem feérica que me pareceu um indíviduo pouco agastado e manso a roçar o mau feitio à semelhança do São Pedro. Escondido atrás da porta, assim que me levantei disponibilizei-me à jarda da sua zarabatana e tum! Caí como peso morto no chão a dormir. Ultimamente, nos últimos dias, da última semana, ultimando o mês luto para me manter acordado criticando a dose extra de soporífero que o Pestana me soprou no lombo.

Assim que tiver a possibilidade de escrever um bocejo, farei naturalmente o obséquio de vos ilustrar o meu dia-a-dia, ultimamente, nos últimos dias, da última semana, ultimando o mês.

1 comentários:

S. disse...

porra, não é que já me pus a bocejar!! ó que caraças...