Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Burda que nos pariu.

Ah, a tão afamada revista de onde as nossas mães entusiasmadas retiravam a papel vegetal os moldes para uns calções, uma camisola ou até mesmo um fato.
Lógicamente que muitos dos que se poderão deparar com este texto, não se recordam do que é a Burda. Não vou explicar, nem sequer vou dizer que aquela confusão de traços nos trocava as vistas. E depois, de mais de uma semana a cortar papel vegetal e a pousar para a bela da camisola, tinhamos algo pronto, sem a etiqueta de marca, no entanto de muito melhor qualidade.
Portanto só vos digo: Burda que pariu prás marcas estranhas que cobram valores ultrajantes por camisolas de pele de sapo.

Isto faz-me lembrar uma história: Ainda hoje quando me lembro deste nome, não posso esconder um sorriso. Um menino de ar afoito, com uns calções verde azeitona e com muitas sardas, que numa foto pousava estático para a mirabolante imaginação da minha pessoa e do porquê lhe ser chamado tão rude e no entanto tão infantil nome, Caga-Azeitonas.
Escusado será dizer que a minha inocente imaginação, nem sequer vislumbra o porquê de tal associação de ideias. Mas bem que posso tentar.
Figura descrita, passamos à acção, retirada da tal fotografia que incluía uma cana de pesca, uma vedação e um prado verde lá no fundo. Se não me falha a memória havia também algo de cor vermelho cereja, acho que eram as botas de borracha. Penso em primeira mão que a expressão do rapazito é que lhe dava um ar de quem estava a fazer um esforço sobre-humano para dar à luz o chamado presente. Ora, as sardas, a côr cereja das botas, o ar de tirolês com aqueles calções entremeado pela côr branca dos joelhos, davam-lhe um ar de quem está na moda, e de quem é definitivamente metro-sexual (mas muitos metros mesmo). Podemos então afirmar que o seu sentido de moda era complementado pelas inúmeras sardas que pareciam fabricadas, e o cabelo que julgo ser ruívo. Arrisco a afirmar que aquele menino, apelidado carinhosamente de Caga-Azeitonas, estará hoje, em alguma parte do mundo onde existam arbustros, com o mesmo ar de esforço e com o vinte e quatro horas na mão.

E não querendo com este texto ferir susceptibilidades, poderá dar-se o caso de este menino ser produto da minha inocente imaginação de outrora. Portanto, se eventualmente se lembram disto, faz-favor de deixar um comentário. Assim tiro as minhas dúvidas. Obrigado.

Terça-feira, Agosto 29, 2006

O saleiro e o pimenteiro no mundo do galheteiro.

O galheteiro era um açambarcador, queria controlar tudo, virou-se pró azeite e pró vinagre e disse: vocês os dois, não querem misturas não é? Então, ficam de costas. Quanto ao sal e a pimenta, seja branca seja preta, ficam logo ao vosso meio para não haver esperneio.
A pimenta não gostou e junto com o saleiro gritou: - Fico ao meio uma pinóia, isto é o que chamo de tramóia. E o saleiro acrescentou: Tramóia por tramóia, tragam o ovo cozido prá rambóia.
O Azeite como era virgem, muito ingénuo perguntou: - E agora vinagrinho, vamos-lhe partir o focinho? O vinagre sempre ácido, resmungou: Não partimos nada a ninguém, que este galheteiro só nos quer bem.
Nem mais, sr. vinagre, explique lá ao sr. azeite virgem qual é o grande objectivo. - Disse o galheteiro meio enervado.
O vinagre embaraçado disse meio atordoado: Azeite meu caro, virgem ou batido, deixa de ser estúpido. O grande objectivo é fazer dos outros salada. A pimenta dá o toque e o sal entra q.b.
Discutiram a ordem de entrada durante uma quantas horas e o mestre galheteiro finalmente irritado, disse para o portfólio de temperos. Juntos é que vocês têm força, por isso é como nas páginas de relax, tudo ao molho e façam coisas estranhas por apenas 20 beijinhos.

Agradeço a colaboração da SS aka Sónia Salgueiro (lamento associar o teu nome a esta depravação saladesca) para o brilhante titulo que este texto apresenta.

Segunda-feira, Agosto 28, 2006

A importância da Sardinha no Quotidiano.

Ora, sardinha em lata. Sardinha em barra, porque não? Sardinha em barra, sardinha de escabeche.
Escabeche, peixeira;
peixeira, peixe;
peixe, bacalhau;
bacalhau, batatas;
Batatas, murros;
Murros, violência;
Violência, televisão;
Televisão, TVI;
TVI, sensacional;
Sensacional, Correio da manhã;
Correio da Manhã, carteiro;
Carteiro, mulher traidora;
mulher traidora, padeiro;
Padeiro, pão;
Pão, broa;
Broa, sardinhas.

Tudo junto dá algo do género:
Cheguei à porta dos estúdios da TVI com o correio da manhã debaixo do braço, vim de boleia com o padeiro que me ofereceu uma broa pra mais logo. Disse-me que tinha uma mulher sensacional mas que desconfiava que ela era traidora. Mas caiu no erro em comentar com a peixeira do bairro que fez um escabeche quando a mulher do padeiro lá foi comprar bacalhau para cozer com umas batatas. Em vez disso trouxe as favoritas do carteiro, Sardinhas.

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Chamem-me o que quiserem (ou não).

Ora aqui está algo muito giro que pouca gente já leu ou investigou.
Os nomes próprios que não podem ser atribuídos às criancinhas portuguesas. Quer isto dizer, sim que existem limitações, nada que não seja normal. Porque seria muito ingrato dar determinados nomes aos recém nascidos, que com os seguintes nomes ficariam imediatamente transtornados a pontos de não fazer nada de jeito na vida:

Jesus Cristo (esta criança seria de facto uma criança narcísica e com complexo de azeite, iria repelir a água);
Gandhi (criancinha caridosa, demasiado caridosa que iria chegar sempre nua a casa, porque iria oferecer a sua roupa a toda a gente);
Aljocolo (estranhamente esta criança seria sempre associada à Aljocoloção precoce);
Altomirândio (a criança urbanização);
Anuschka (santinho);
Brita (criança que iria andar agarrada aos pilares dos edificios para fazer enchimento);
Chandlier (criança para colocar no canto da sala e iluminar aquele canto da televisão);
Diolária (prima da malária, criança amarela e doente);
Emitério (descansa em paz, mórbido e doentio);
Emmanuelite (agúda, depois de muitos filmes eróticos, um pai só podia dar nisto);
Estaline (concerteza que iria pertencer ao sindicato);
Faradiba (paradigma);
Heroína (criança em pó, quanto mais cresce, mais doses dá);
Jubileu (criança chocolate, na puberdade tem passas);
Lellosera (criança que irá vender roupa contrafeita na feira);
Lolita (para sempre criança);
Mogli (sem dúvida selvagem);
Heidi (uma criança na montanha);
Laranja (criança cheia de vitaminas).

Bem e se estes nomes são proíbidos, ou melhor, se não podem ser registados como nome próprio, acreditem que estão nesta lista porque alguém foi brilhante o suficiente para o tentar fazer. Para os mais cépticos, uma visita à Direcção Geral de Registos de Notariado, e lá estará o que pode e não pode ser chamado às nossas crianças. E de pensar que alguém tentou chamar Bibi a uma criança.

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Privadas privações de uma rica pessoa.

Quando era pequeno fui privado de muita coisa. Fui privado de ser rico, de ter dinheiro, de viver na boémia.

Depois de uma profunda análise que me demorou cerca de 10 minutos a concluir, descobri os principais motivos pelos quais isso aconteceu. Origens e respectivas consequências de privações que levaram a provações.

Não nasci em Berço de ouro - A minha mãe tinha problemas nas costas, pelo que o alumínio foi o material escolhido pró berço. Originou um profundo interesse em angariar bocados desse tão pouco vil metal, que ainda hoje rendem uns bons trocos em qualquer ferro-velho.

Passava as Férias no quintal - Por culpa do grande terreno baldio em frente à minha casa, a possibilidade de colocar uma criança a brincar permite opções infinitas de divertimento, não existe portanto a necessidade de qualquer tipo de férias fora do habitat natural. Consequência disto: ò mãe o mundo acaba no nosso quintal?

Não tinha Piscina olímpica - é sempre o que vejo na televisão, especialmente na 2: aquando de competições internacionais. A lá de casa poderia chamar-se: alguidar, alguidar olímpico. Consequência, saber nadar à prego.

Tinha uma Horta - O terreno viçoso permitia culturas de infindáveis hortaliças, nabiças e tingarrinhas. Consequências, conhecimento profundo de horticultura, sem curso na faculdade privada. Sopa de legumes frescos todas as refeições.

Ao Pequeno almoço - Fruta directamente das ávores, ovos directamente do galinheiro, e leite directamente da vaca. Consequências, elevada apetência por doces conventuais, toda a fruta hoje em dia não tem sabor verdadeiro, e fixação por vacas.

Dormia a Sesta - À tarde dormia-se um soninho, restabelecendo as energias de uma bela brincadeira. Consequências, criança saudável e desenfastiada, sempre com energia pra dar e vender.

Yate - O barco de vinte e quatro metros que se via na marina. Consequências, a palavra Yate era na altura apenas uma expressão. I yate this food.

Portanto, concluam que a maior parte destas coisas contribuiram para a minha manutenção como jovem saudável, e como rica pessoa, não como pessoa rica. ;-) será que não?

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

What's the crime?

Segunda-feira, tudo calmo, é Agosto, que desgosto estar a trabalhar.
Acordei cedo hoje, a vontade de trabalhar está espelhada em toda a pequena célula adormecida do meu corpo. É hoje que começa a semana, é a semana em que termina o mês avizinha-se o salário e o triste recibo onde os descontos fazem pensar se compensa trabalhar.

Tudo começou ontem às dez da noite, antes de dormir, pensei que seria uma semana normal. Quando acordei vi que, não era tão normal assim. Levantei-me com um estranho barulho. Uma espécie de zumbido, zunido ou doido varrido que imitava uma mosca varejeira. Acordei pois claro sobressaltado com aquele barulho aos ouvidos. Abri os olhos e não era nada no meu quarto, segui o som anti-embalo, e dei por mim com o ouvido na porta do vizinho do lado. Vizinho esse que tem um toque de génio e que pelo seu riso caracteristico é identificado mesmo no Bangladesh. Ouvido na porta e percebi que era daí que vinha o som que cada vez se tornava mais e mais enervante. Toquei à campaínha. O vizinho apareceu de óculos escuros, calções e um bronze de solário que já parecia de duzentas e trinta e cinco sessões com voucher de oferta. Perguntei-lhe num tom educado: Olha lá ò cromo! Que raio de barulho é este?
Ele respondeu - Barulho? Qual barulho, men?
- Este zumbido, porra. Não ouves pá? (sempre com aquele nível superior de educação)
- Ahhhhhhh. Isto? AAAAHHHHHHHHHHHH AAAHHHHHHHHHHH, sou eu que estou a criar uma máquina para cortar vegetais utilizando lixa de madeira e serradura. Mas como não tinha serradura estou a usar o robot de cozinha pra triturar todos os móveis. E como não tinha vegetais estou dentro de casa sem fazer nada e a tentar ficar num estado vegetativo. Daí o ruído.
- Compreendo. Mas o que é que emite mesmo esse ruido irritante?
- É a minha mulher, inventei uma máquina para estender a roupa. Mas acho que fundiu-se alguma coisa ali e a minha chavala ficou presa numa mola. Entretanto faz exactamente 14 horas, 34 minutos e 4 segundos, não 5 segundos, não 6 segundos. Que está às voltas lá dentro. Os agudos devem ser os fechos dela a raspar no quadro de ardósia que utilizei pra bater a roupa.
- És um bocadinho cruel, não?
- Cruel é a pele, o papel e o verde fel, que longe do sabor do mel. Agonia e arrepia. A minha mulher tava a precisar de amaciar. E pensei que se ficar bem batida fica amaciada de vez.
- Qual é o teu móbile? Tu assim matas a tua mulher.
- O meu móbile? é um que tem guaxinins e fadas, da Chicco. Gosto muito daquilo, consigo sempre adormecer ao som do frére jackes.
- Pois, não é isso que eu digo, mas pronto. Olha vai mas é tirar a tua mulher dai que ainda matas a chavala.
- Vou tirar? pra quê? Não está frio.
- Não está frio? Mas só usas a mulher para te aquecer?
- Claro, é pura lã virgem, não vou andar com um casaco daqueles em pleno verão.
- O quê? Casaco?
- Ahhhhh, espera não estás a perceber. O meu casaco favorito, chamo-lhe de minha mulher. ;-)
- Bem, tu realmente és um nadinha estranho.

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Mái â mí Vaisse.

Isto dito em tom de japonês.

Fui, vi e pronto. Não vou dizer que gostei, não vou dizer que não gostei. Tenho uma crítica super construtiva a fazer ao realizador. Prende-se com o facto de um polícia de supostas altas andanças, se apaixona perdidademente em coisa de dois dias, o que para nós em tempo real é coisa de meia hora, mais coisa menos coisa. Compreende-se no entanto o porquê desta paixão assolapada, a miúda era oriental. E vocês sabem, as orientais têm aquela coisa por latinos. Pronto além do mais o rapaz até sabia dançar, o que faz com que para uma oriental ele seja como o mel prós ursos (fonte de possíveis proteínas). Suspeito que a menina não ia hibernar nos próximos tempos, mas acho que lhe faria bem comer mais qualquer coisa às refeições, durante todo o filme não a vi pegar num prato de comida, e 3 dias sem comer é já bulimia minha amiga.
Tudo isto pra dizer que foi um tanto ao quanto demasiado rápida a "enfatuation", ou o "crush on him" que atingiu a moça, por sinal uma miúda de negócios e até esperta. O fulano como polícia de altas lides e an-"danças" parecia um novato e ficou apanhado pelos olhos semi-cerrados da pequena. De resto tenho a comentar que é uma história completamente banal de policias e traficantes que não surpreende, nem que tivesse mais mortos.

Só assim iria surpreender: Sonny Crockett (Colin Farrell) é um alcoólico desempregado que arranja emprego numa pastelaria em Celourico de Basto, conhece o seu patrão Ricardo (Jamie Foxx) enquanto este prepara o recheio dos pasteis de nata enriquecido com nutrientes de milho transgénico. Juntos envolvem-se numa aventura altamente contagiante percorrendo todo o norte do país em busca de novos métodos para criação cabras em estufa fria. Pelo caminho encontram peregrinos de Fátima, que dizem ter vindo do Brasil com sacos azuis. Os nossos heróis descobrem que estes peregrinos são na verdade cabras da colômbia e desmantelam a maior rede internacional de tráfico de bolas de berlim. De notar que as lanchas rápidas utilizadas na versão original eram substituidas por cacilheiros, dando um aspecto muito mais inocente e muito mais veloz aos fujitivos.

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Foram flashes, foram fotos.

Gosto muito de fotografia daí partilhar agora convosco este interessante episódio que se passeia algures no meu subconsciente.

Flash, Flash (isto é suposto ser o acto de tirar a fotografia). Comecei a andar sobre as pedras soltas da calçada, pulava sempre sobre aquelas que estão soltas. Conseguia pular sempre sem cair de pedra em pedra porque era muito rápido. Até um dia. Flash! Bati com os dentes no chão.

Flash, Flash. Deambulava pelo jardim municipal e lembrou-me dar comida aos patos. Duas carcaças depois, tinha cerca de duzentos patos à minha volta. Mais três carcaças de depois atiraram-me ao chão os pombos, as galinhas, os patos e os gansos. Flash! Comeram-me a roupa toda.

Flash, Flash. Voltava da praia e subtilmente entrei no autocarro pela porta de trás. Estava uma fila de quinze pessoas, três gatos e uma senhora idosa. Autocarro cheio, cabiam todos os que estavam na fila excepto um, aquele a quem ocupei o lugar, entrando pela porta de trás. Era um jovem de ar nada ameaçador, com ar de rufia e com coleira de picos. Tudo inocente, não fosse uma criança de ar reguila, que mais tarde eu próprio viria a apelidar de chibo filho da p... Foi então que o míudo gritou, este senhor entrou pela porta de trás e ficou com o seu lugar senhor forte com um metro e noventa e de ar nada medonho. Flash! o gajo partiu-me todo.

Flash, Flash. Um calor de topo, uma esplanada de sonho, uma bebida fresca, uma massagem junto à piscina. Flash! Estou no 50 pra algés em hora de ponta, em pleno verão.

Foram flashes, em fases tristes, foram flashes em fases de risco. Resultado, chispes partidos e tudo contado num rabisco. Flash!!

Uti, non abuti.

Que é como quem diz: Usa, mas não abuses.

Isto a propósito do que tenho visto acontecer nos tempos presentes e prevejo ver ampliado nos tempos vindouros. Estou a falar de sensacionalismo. Sensacionalismo em todo o lado. Passo a dar exemplos de situações sensacionalistas no dia a dia.

Uma familia vai à compras. Compras do mês. Nada mais normal.
Esta situação com o sensacionalismo aplicado: Uma familia VIP foi vista a comprar doze mil caixas de gomas de ursinhos no Lidl, uma testemunha disse que os ouvi dizer que seriam as compras pró mês. Fontes próximas desta familia desmentem a alcatifa de ursinhos goma que os vizinhos viram estendida no arame.

Um rapaz vai comprar um jornal de desporto.
Situação sensacionalizada: Esta manhã um conhecido traficante foi identificado no quiosque Isa no alto da Brandoa a transaccionar estúpido-fácientes enquanto mastigava pastilhas de há-xixa, também conhecido por Maleitas, este jovem na casa dos oitenta era tido pelos vizinhos como uma verdadeira joia de pessoa, tendo os dentes forrados a ouro de vinte e quatro quilates.

Uma rapariga em caminho para a night com as amigas pára numa bomba de gasolina para abastecer.
Uma pontinha de sensacionalismo acrescenta: Jovem de 23 anos de signo capricórnio, transportava colegas para a quinta das tabuletas, parou numa bomba de gasolina onde teria a intenção de dar aval às suas actividades pirómanas após as quais seguiria para a mata de Monsanto para onde atraía as vitimas com uma casinha de bolo de gengibre e chocolate milka.

Mais recentemente uma notícia um bocadinho mais grave foi normalizada de forma impensável.
A casa pia, onde milhares de alunos estudam no sentido de ser alguém na vida acabam nas garras de um gang organizado e violento que tem como passatempo a pedofilia.
Depois da normalização: Eles eram tantos, e de facto as crianças chegavam a ser ameaçadoras quando corriam na nossa direcção com as calças em baixo roubando-nos as notas de mil da mão. Chegavam a proferir palavras ofensivas: "o que é isso?", "vou dizer à minha mãe". No fundo não fomos mais do que vitimas nas mãos das crianças, e por isso pedimos que se faça silencio sobre este caso de abuso de idosos.

Pois, de facto amigos, é mesmo assim, usam e abusam da nossa inteligência, chegando mesmo a insultar todos os principios que temos. E não era pra prender estes gajos todos?

Sábado, Agosto 12, 2006

O lodo na lagoa

Tive o prazer de visitar o cinema do Odivelas Parque na passada sexta-feira, para ver o filme: casa na lagoa.

Duas palavras em tom de espirro: Bull shit.

Ora bem, confesso desde já que fiquei extremamente pensativo e afectado com o tema geral do filme. A Bullock até estava rosadinha, mas nota-se o peso da idade e o inicio da falta de vigor. O jovem Keanu que pelos vistos também está a ficar idoso, já nem se dobra pra trás, neste filme para mulher. Sim para mulher, porque tem tudo o que elas gostam. Espaço para rir, sonhar, imaginar e melhor que tudo: chorar. Ora bem, é assim de forma rebuscada que começo a dar muito mais importância aos CTT do que ao vulgar e-mail que utilizo diáriamente. A história do filme é de facto tão simples como isto: Um gajo vive no ano de 2004 numa casa na lagoa, e estranhamente comunica-se através da sua caixa de correio com uma senhora que vive em 2006. Brutal não é? Fascinante. Temas como este levaram sócrates a tomar cicuta e a muitos americanos a cortar os pulsos. No entanto recomendo a visualização deste filme. Claro está por quem gosta de dormir no cinema e se deixa entusiasmar pelo esvoaçar dos cabelos da Sandra Bullock (não é o meu caso).

A minha opinião à parte. Pensei escrever o meu próprio guião com uma história semelhante, mas ficaria algo mais ou menos assim:

Um fulano que vive no ano de 2006, comunica-se por pombo correio, utilizando os pombos selvagens de Lisboa, com uma idosa que está num lar em 2040, vem a descobrir mais tarde que esta é a sua primeira filha e que o seu corpo está preservado no museu nacional de arte antiga, dentro de um tupperware. A acção tem como pano de fundo a cidade de Lisboa Pombalina e é evidenciado o amor paterno que os personagens transmitem pelos pombos selvagens, podemos concluir que com os bocados que papel que faltam às cartas, que os pombos gostam de papel.

É um filme que será realizado por cineastas e realizadores portugueses e que conta com a presença de grandes figuras do jet sete nacional. Com a participação especial de Duarte Piu, como pombo selvagem.

;-)

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

O sábio Africano

Dada a contemporâniedade desta história aconselho os mais novos (entenda-se alguém que tenha menos de 21 anos, quer física quer mentalmente) a não tentar ententer o texto que se segue. Será um esforço vão, e completamente desnecessário. Devo salvaguardar no entanto que não existe qualquer intenção racista, xenófoba, homofóbica, bolímica, pré-conceituosa, primata ou mesmo feminista por detrás da história que se segue.

Jabis de seu nome, dotado de uma exuberante cabeleira e de um perfil invejável a qualquer primata, o Mestre Jabis Komu Breu, é o ansião mediador de um conhecido gueto lisboeta. Medidador no sentido mirabolante de, sem qualquer ponta de medo ou pudor, estar "metido" em todos os problemas e situações desagradáveis no gueto. Ora isto fez com que ao longo dos anos na sua pele se desenvolvessem furos e cortes, assemelhando-se agora a um coador. Proveniente das mais remotas terras de Peniche, onde serviu de isco para a apanha do percebes, o Mestre (assim designado daqui em diante, para fins de abreviatura contractual) viveu os seus mais negros dias, ou melhor, os seus dias mais negros quando, numa tarde de verão entrou para dentro de um depósito de carvão. Foram dias e dias a pão, sem, água ou sabão. Nem um pingo de luz ali entrava, nem uma traça ali passava. Mas mestre que é Mestre, não entra em desespero, medita de manhã à noite (sem saber obviamente quando qual qual estava em vigor).
Foi liberto certo dia pelo que acreditou ser um ser divino (aqui pra nós, a madeira da porta estava podre). Chegou de novo ao gueto onde ninguém o reconheceu, ficou logo ali à entrada sem carteira, sem nada, o antes mediador agora fugiu sem pudor. Perdeu a compostura e arrombou a própria fechadura, na ânsia de tomar um grande banho. Ao tentar tomar banho reparou que não conseguia entrar na banheira. Simplesmente, flutuava. Tanto que andava sobre a água. Pensou para ele. AHhhh, é milagre, é milagre. Saido de casa ainda coberto de carvão passou rentinho ao charco dos sapos pra mostrar os seus novos dotes milagrosos. Foi então que o sr. da drogaria lhe disse, e aqui te trago dois presentes, enxofre e salitre. O enxofre para afastar os cães, e o salitre prá salada. Todo contente o sábio africano chegou a casa e quando se preparava pra entrar em casa, tropeçou ficando coberto de enxofre, salitre e como já estava antes, de carvão. O sábio, que não era parvo nenhum viu ali logo uma profissão de futuro, era agora naturalmente explosivo, fechou a loja de vidência no gueto e tornou-se homem-bomba.

The Little riding hood.

Brilhante, simplesmente brilhante. Estou simplesmente maravilhado com o último filme que vi ali prós lados da sala 3 do CCC (Colombo).
Estranho simplesmente o porquê da sala estar quase, quase vazia. O filme, Capuchinho vermelho, a verdadeira história.

Humor, completamente fora de série, e indubitavelmente a evitar por criancinhas de 4 anos. Ora se nem os de 18 entenderam bem o filme o que fará dos de 4. Pois bem, uma história hilariante, e muito bem conseguida. O capuchinho vermelho é de facto uma história do fantástico que fará sempre parte da nossa mente, do lado jovem, que tanto gostamos de recordar.

Convenci um amigo descrente a ir com um grupo de 6 ver esta beleza da animação. E tenho-te a dizer ò descrente que por muito que tentes fugir à cacetada crítica da minha cruel lingua afiada. Num dá amigo. TU ADMITE, gostaste mesmo daquilo. AHAHAH

O que é certo é que dá que pensar como uma história tão simples nos deixa de quatro a rir como perdidos numa cadeira de cinema. Fascinante.

Recomendo vivamente a visualização do original e da tradução (que segundo consta, está muito bem também). Vão lá ver isso e depois digam-me, se aquilo não deixa o dragon ball no chinelo.

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Tópe Sicréte

Como sabem existe uma grande polémica em torno de grupos religiosos, grupos e organizações secretas, estilo, maçon, opus dei (e tirei), Iluminati, entre outros..

Passo a esclarecer, não existe qualquer segredo da existência destas organizações, ou melhor, destes ajuntamentos de foro secreto que praticam rituais de iniciação. Secreto é sim o que vos passo a apresentar:

A origem destas organizações.

Maçonaria - Com origem na itália, era no inicio do século um movimento pró-macarrónico e fettucinesco que alterava num ritual de aceitação, o sabor das massas com temperos variados.

Opus dei - Do português ah pois dei, membros altruistas da sociedade portuguesa que confirmavam as suas dádivas com uma frase afirmativa: ah pois dei. A transformação do nome deriva da tentativa de passar despercebida e confundir-se com a Opus gay que defende sabe-se lá o quê.

Iluminati - derivada de uma expressão alentejana, quando saiam à noite. Iluminati filho, pra verem que somos nós. Nas visitas a familiares em aldeias sem iluminação da rede.

Estas são algumas das origens destes brilhantes ajuntamentos secretos que ainda hoje subsistem na sociedade. De notar que pra pertencer a qualquer uma delas é necessário ter um anel cheio de floreados.

Geo Vá

Numa observação global e religiosa daquilo que podemos considerar uma seita, venho transmitir algumas considerações.

- Andam sempre aos pares.
- Transportam na sua maioria das vezes uma mala (os homens) e u mamala (as mulheres).
- As publicações que nos oferecem aquando de cruzamentos menos fortuitos são de uma extrema qualidade e são sujeitos aos mais rigorosos testes de qualidade uma vez que o papel tem que ser resistente ao rasgão.
- Os jovens membros desta familia são possuidores dos mais avançados sistemas de localização por satélite (adoptaram o sistema Galileu), por forma a impedir qualquer actividade suspeita que fuja aos trâmites normais da censura da sociedade global Geo Vá.
- Indispensáveis em qualquer Domingo que faça parte do calendário.
- A sua presença faz com que a concorrência religiosa possua mais uma alternativa.
- O prince é membro da congregação, logo está provado que não existe um grau de censura muito elevado.
- Afirmações recentes numa conversa de vão de escada deixam antever que alguns dos seus membros mais idosos possuem uma grande aversão às teorias de Nostradamus e que nunca leram o livro de São Cipriano.
- Sempre bem apresentados não deixam de nos brindar com um cumprimento gracioso de bom dia, mesmo que a reposta seja imediata (não estou interessado).
- Facilmente chocaveis quando confrontados com o facto que ninguém anda sobre água.
- Não acreditam que a dica da semana seja distribuida por pessoas.
- Os preços do continente fogem ao seu orçamento familiar (de facto, já começo a concordar).

Motivos para te tornares membro da congregação:

- Vestem fatos todos os domingos. (o que é sem dúvida positivo prá imagem)
- Andam inumeros quilometros todos os domingos mesmo que o calor seja insuportável (o que presupõe que um membro seja sempre magro).
- O facto de argumentar a favor do JC, será dificil encontrar justificações para não ser parte da seita (perdão, do grupo).
- Fazem reuniões em casa uns dos outros várias vezes por mês, daí ser interessante frequentar (podemos sempre introduzir a polémica sobre assuntos menos assíduos entre os membros, como o aborto e o aborto de familia).
- As miúdas são umas betinhas, pelo menos aparentam (e isso é que é positivo, deixa antever um toque de loucura no resto).
- Existem vários titulos literários de assuntos muito diversos, e podes sempre ler no sentido de saber o que evitar comprar na Fnac ou na Bertrand.
- O Sentinela, é um dos mais famosos, que já deu origem a várias séries de televisão, algumas delas passam no AXN, mas com nomes diferentes numa tentativa de fugir ao plágio.
- Aspectos positivos que me lembre não existem.
- Ah, o simples facto de ficares com uma oratória direccionada para a fé, acho que é um aspecto positivo, verás que isso vais reflectir mais calma em toda a tua a vida, chegas a ser passivo ;-).

De salvaguardar que não tenho nada contra ninguém que faça parte deste tipo de agregados ou matilhas. Já estive a pensar em aderir aos Adventistas de 7º dia, isto porque ao sétimo dia não fazem nada. No entanto preferi aderir ao lema das Caldas, chega as 17h00 e não faço nem mais um cara...