Segunda-feira, Julho 24, 2006
Fire in the hole!!!
Utilizado pelos americanoides durante confrontos, querelas de terrenos agricolas e troca de galhardetes entre vizinhos, em Portugal passa a ser utilizado em situações que envolvam qualquer tipo de actividade de origem obscura e que envolva especiarias indianas, mexicanas e russas.
Exemplo da utilização desta expressão no vulgo americano:
Contextualizando; Tiras a cavilha de uma granada atiras para longe (mesmo que não exista buraco, mais tarde esse buraco vai existir), e estúpidamente gritas num tom de pré-aviso à tua vitima: fogo no buraco.
Chegam a ser uns génios.
Exemplo da utilização desta expressão no português corrente:
Contexto; Sais de um restaurante indiano e rapidamente te diriges à casa de banho, onde apressadamente te colocas em posição de evacuar. Baixas as calças e depois de terminar: Fogo no buraco.
É uma visão simplista de um mundo real, que mesmo banal, não deixa de surpreender.
Obviamente que são expressões a titulo facultativo que não são, repito, não são de uso generalizado pela população. Thank god.
Quinta-feira, Julho 20, 2006
O síndroma do camarão (Cameroons syndrome)
O síndroma do camarão AKA the shrimp syndrome, ou numa tradução mais indígena pluralizada, Cameroons syndrome (síndroma dos Camarões).
Passo a explicar o motivo deste meu post:
Serve o presente para esclarecer as mentes menos iluminadas que por associação directa irão remeter o síndroma do camarão para a imagem de uma míuda de corpo tentador mas de faces menos próprias para consumo. Resta-me lembrar-vos meus caros de que existe quem, efectivamente chupe a cabeça ao camarão, o que chega a ser descrito como..... saboroso.
Ora bem. O síndroma do camarão que vos descrevo hoje não está directamente ligado com as moçoilas de corpo esbelto, e absolutamente trincável. Se bem que, a meu ver tudo está ligado com moçoilas, mas adiante (não me tomem por promíscuo).
O relato de hoje é sobre um carabineiro que queria ser lagosta, numa familia de lavagantes e lagostins. Um carabineiro para quem não sabe, é um camarão daqueles bem encarnados que são de facto muito saborosos. E a história começa aqui. O Carabineiro de seu nome Manuel Shrimp Fonseca e Santos de Almeida, era um crill muito timido e sempre viveu perto das barbas de uma baleia, tinha como animal de estimação um camarão tigre da malásia, que era extremamente afável para ele, mas uma verdadeira peste para a familia do Manel Shrimp. Quem não achava muita piada a isto era o tio do dito cujo, um mafioso Lavagante que sempre que podia, almoçava um arroz de marisco ou até mesmo uma caldeirada de marisco. Na sua linha de negócios era obrigado a limpar os oceanos dos reles e comuns lagostins (masculino) e cigalas (feminino) que saiam da água doce na tentativa de usurpar o espaço terreno da familia Shrimp. A tia era estranhamente um camarão, e com um corpinho esbelto, calibre 40/60, escondia a dura realidade do trabalho do tio, ao sobrinho Manel Shrimp. Certo dia, escondido nas barbas de uma baleia mais azul que as outras o antes crill e agora já camarão crescido viu o tio em violentas manobras, não contra lagostins ou cigalas, mas sim contra os próprios camarões. Arrancava-lhes os bigodes para que ficassem desorientados e depois num golpe de pinças fazia um corte limpinho que lhes roubava a vida.
Ao ver isto o Manel Shrimp apanhou um síndroma.
Segunda-feira, Julho 17, 2006
Lendas e narrativas.
Lendário pelo seu grande ego, o pequeno grande guerreiro malaico (não porque era da Malásia, mas sim porque nem sempre batia bem da bola), de seu nome, Tou Qui Male, deambulou vezes sem conta nos interminaveis territórios vastos das estepes tundrescas de trás-do-sol-posto. Onde a relva verde se perdia de vista (quer isto dizer que não havia). Com ele levou milhentos homens e milhentas mulheres, outros tantos pratos com os respectivos talheres. Deu volta a meio mundo, lavou e limpou animais de grande porte (ratos, gatos e toupeiras), e certo dia, voltou à seu terra natal, tão querida que nunca lhe abandonou o coração.
Este é um excerto do seu regresso à dita terra:
- E aqui de novo ponho o pé, nesta terra que me criou. Deixei as minhas origens e partí em busca de fortuna, a sorte sempre me acompanhou.
- Sorte, anda cá.
- Sim chefe.
- Quero que me acompanhes no regresso a casa. Estava eu a dizer! E nunca antes me senti tão revigorado por respirar este ar livre de maleitas ou de moléculas imperfeitas. Cheguei nativos, cheguei.
- Homens, arrumem as minha coisas, estou cansado da Damaia vamos embora!
Não se chamasse Tou Qui Male, teria ficado na sua terra natal por mais uns minutos.
Talvez se questionem: lavou e limpou animais? Isso é efectivamente outra história.
Sexta-feira, Julho 14, 2006
Espasmos de espanto. (espanta-te)
Começo por vos colocar ao corrente da geografia do local, para que acima de tudo entendam o grau da minha humildade, quando digo: ah que gente estranha.
Imaginem três prédios (não fazendo referência a prédios rústicos ou propriedades, são prédios mesmo) todos eles geminados, com garagem nas traseiras e um pequeno jardim com oliveiras e relva semi-seca. Ora bem, a estrada passa em frente aos referidos prédios e dirige-se à garagem onde entremeia a dita com o jardim. Este caminho tem sem exagero, uns vinte miseros metros.
Assisti à seguinte cena, neste local: Um rapaz sai de casa, num prédio em frente, com o seu caniche (blahhh) abre a porta do carro ao cachorro. De notar que o carro é um Daewoo Lanos com saias laterais e rebaixado (uns bebem pra esquecer, outros fazem isto e esquecem-se de beber). Adiante. Liga o carro, faz os ditos vinte metros, estaciona, abre a porta ao canídeo, que remexe nos arbustros logo ali a um metro do carro. Volta pró carro, ou melhor, nave espacial, dá a volta estaciona e entra em casa.
AHHHHHHHHHHHHHHHHH, o que é isto? Não consegui entender o que se passou com este jovem, deveras que entenderia se ele tivesse ao menos ficado uns minutos dentro do carro, quem sabe a falar ao tlm. Mas não, nada, nem uma pausa. A duas mil razões que procurei na minha mente para justificar tal acção foram erradicadas completamente quando constatei que de facto o fulano foi de carro passear o cão a vinte metros de casa. Não posso acreditar, não é normal isto. Como é que as pessoas se podem afirmar minimamente inteligentes com atitudes destas? Tristemente, quem faz estas coisas são as mesmas pessoas que vivem à nossa volta e que votam nas urnas.
Não obstante de toda a minha indignação sobre este episódio, respeito o fulano tanto, que comprendi finalmente o motivo desta atitude: Para quê cortar os pulsos, quando podemos perfeitamente molestar-nos psicológicamente e parecer que o fizemos de propósito?
A minha teoria para o que este rapaz fez é simples: a ausência de vida social leva o ser humano a ser estranho, a estranheza consegue-se disfarçar. A burrice, não. É como a tinta escura de uma parede acabada de pintar de branco, que teima em aparecer.
Quinta-feira, Julho 13, 2006
V for Verdette
O personagem principal chega a ser afectado por um virus mortal que provém de uma alga de origem nacional de seu nome verdette, um cruzamento de uma alga japonesa regularmente utilizada para sushi e um sobreiro.
O filme desenvolve-se no norte, centro e sul do território nacional, em lugares tão místicos como o centro Colombo ou o Bragapark. É uma das revelações no festival mundial de canas, onde ganhou quatro palmadas d'outro e cinco tabefes mansos.
Personagens mediáticas enchem de vida esta trama que atinge o seu expoente máximo no momento em que Feliz cidade (o heroi), salva Gá Yja Bô a (a donzela em perigo) de uma explosão eminente numa adega das caves de barrancos.
Os efeitos altamente elaborados pela equipe de profissionais da animação Trabalhamos-a-Dormir, aplicaram todo um rol de novos efeitos nunca antes vistos que imprimem uma vitalidade futuristica à muito longa metragem. Exemplos desses efeitos que nunca antes foram aplicados em cinema, são a explosão de uma central nuclear, que não envolveu truques computorizados, mas sim a explosão real. Outro exemplo de ause de inovação é o método utilizado para gravar a fita, dispensando qualquer trabalho manual, foi criado um dispositivo com um vulgar despertador de mesinha-de-cabeceira e um espelho de casa-de-banho.
O filme já estreou nas principais salas do país, Basco, com uma grande aceitação, nomeadamente pela colaboração na cena da explosão da central nuclear, que com entusiasmo motivou os autoctones do referido país.
Estão já criadas as bases para o merchandising do filme, incluem frascos de nitroglicerina com uma peça metálica que não pode tocar no vidro. As sempre bem aceites t-shirts que primam pela inovação, apresentam um enorme buraco (na practica são apenas mangas) efeitos da explosão nuclear.
Espero que vos cative como me cativou a mim. Um filme a não perder. Fazer cinema em Portugal começa a ser gratificante.
Quinta-feira, Julho 06, 2006
Selecção Nacional - faz lembrar os yogurtes
Os yogurtes descem que é um mimo. Os jogadores jogam que é um desatino.
Os meus parabéns aos grandes jogadores portugueses que com esforço e dedicação pararam de jogar futebol contra a equipa que pior futebol jogou até hoje num campeonato do mundo.
Peço imensa desculpa, este blog nem é muito dado a estas coisas, mas o que é facto é que os queijos flamengos estão tão bem com as baguettes que se derretem simplesmente como se de manteiga se tratassem. Os mágicos? humm, de facto a única magia que vi ontem foi a do Miguel, e a do grande defesa Ricardo Carvalho (que infelizmente sofreu a marcação de um penalty que não existiu). No entanto é de forma insistente que afirmo, o futebol português continua com uma forte conotação teatral que só penaliza. O que se viu claramente acontecer ontem naquele campo replecto de transausentes.
Temos que ser realistas, se a França ganhar um campeonato do mundo a jogar assim, meus amigos, prefiro jogar no campo de bola atrás da minha casa, lá vejo melhor futebol.
E uma palavra aos jogadores portugueses: Acho que com o dinheiro que recebem, era pra ganhar até os jogos olímpicos de inverno, mesmo a jogar no mundial.
Paguem-me a mim, assim. Vão ver como me esforço por mostrar que o mereço.
Aos outros, os apoiantes que jazem nas bancadas, esplanadas e sofás de sala. É tempo de dar importância ao resto, ao que se passa no país e estar atentos aos mágicos do governo (que nos fazem desaparecer o dinheiro das carteiras, mesmo sem nunca nos tocar).
Sem mais descernimentos a fazer, aqui jaz um fervoroso apoiante de uma força nacional, que nos momentos mais importantes, desiste.
Quarta-feira, Julho 05, 2006
Tribute to FOFINHO
Esta é a versão original do nosso amigo James Blunt;
My life is brilliant
My life is brilliant
My love is pure
I saw an angel
Of that I'm sure
She smiled at me on the subway
She was with another man
But I won't lose no sleep on that
'Cause I've got a plan
You're beautiful, you're beautiful
You're beautiful, it's true
I saw your face in a crowded place
And I don't know what to do
'Cause I'll never be with you
Yes, she caught my eye
As I walked on by
She could see from my face that I was flying high
And I don't think that I'll see her again
But we shared a moment that will last 'til the end
You're beautiful, you're beautiful
You're beautiful, it's true
I saw your face in a crowded place
And I don't know what to do
'Cause I'll never be with you
You're beautiful, you're beautiful
You're beautiful, it's true
There must be an angel
With a smile on her face
When she thought up that I should be with you
But it's time to face the truth
I will never be with you
E esta é a versão em tributo ao Auto-intitulado Fofinho;
Your life is brilliant
Your life is brilliant
Your fur is pure
I saw an angel
Of that I'm sure
He smiled at me on the subway
He was with another coat
But I won't lose no sleep on that
'Cause I've got a goat
You're Fofinho, you're Fofinho
You're so Fofinho, it's true
I saw your face in a crowded place
And I don't know what to do
'Cause I'll never be like you
Yes, He caught my eye
As I walked on by
He could see from my face that I was flying high
And I don't think that I'll smoke that again
But we shared a torment that will last 'til the end
You're Fofinho, you're Fofinho
You're so Fofinho, it's true
I saw your face in a crowded place
And I don't know what to do
'Cause I'll never be like you
You're Fofinho, you're Fofinho
You're so Fofinho, it's true
There must be an angel
With a smile on her face
When she thought up that I should be like you
But it's time to face the truth
I will never be Fofinho
Portanto, meus amigos salvaguardo desde já que apesar da conotação da musica original, esta versão adulterada está longe da mesma intenção, daí a ausência total de qualquer "paneleirice".
Atentamente,
Txico Malvado
Polidinho e limpinho
Uma vez que é cada vez mais dificil compatibilizar uma agitada vida social, com a feitura deste blog. Passarei a assumir de hoje em diante, o compromisso de vos brindar com algumas rábulas, (e não rabos) porque apesar de impuro este blog tem uma tendência puramente espiritual.
Farei chegar a vossas excelências textos totalmente originais, como antes já acontecia neste plágio-free blog.
Começo por informá-los de que a falta de inspiração é sem dúvida a razão do meu afastamento temporário deste blog, no entanto com o regresso da mesma, prevejo uma actualização mais polidinha do mesmo. Conto convosco, os que aqui tropeçam. Com um grande bem haja.
Deste sempre impuro, Txico Malvado
