quarta-feira, dezembro 30, 2009

Para suprir uma grave lacuna da internet.

É imperdoável que não exista informação fiável acerca da importante e significativa invenção do Pudim Flan.

Meus amigos, forcei as costuras da www naquilo que foi uma exaustiva e extenuante pesquisa sobre o que é e de onde apareceu o tão maravilhoso e saboroso Pudim Flan.

Não poderiam faltar pessoas e povos a aclamar a tão importante descoberta para as suas mandíbulas usurpadoras. Assim sendo sinto-me na obrigação de prestar um serviço à comunidade mundial e repor a verdade sobre o Pudim Flan.

Toda a verdade sobre o Pudim Flan.

Apreciado por miúdos, graúdos e alguns animais, o Flan não é mais que uma equilibrada mistura de ovos, leite e açúcar Daí não se perceber o porquê de alguém "lutar" para ser o criador de tão simplista mistura. Mais importante que a descoberta da pólvora pelos chineses (estes mesmos com a marca Mandarim, quiseram fazer crer que são os génios por detrás desta iguaria) o Flan une povos e religiões, raças e indivíduos, todos à volta de um prato com uma colher na mão. Existem no mundo dezenas de receitas de Flan, umas doces outras nem por isso. Mas vamos ao que interessa. O Flan, meus amigos tem origem no Império Romano, sendo que este era vastíssimo, podemos talvez estreitar a invenção do Flan à zona da actual França. Pela sua facilidade de confecção e sabor os nossos amigos ingleses e os espanhóis açambarcaram para si a bela ideia que é o Flan, acrescentando-lhe o caramelo e outros ingredientes como a laranja para melhor justificar a exclusividade deste "roubo".

Na minha versão gosto de pensar que o Flan foi inventado no Alentejo por um pastor que farto de estar encostado ao cajado decidiu ir ao galinheiro para se alambazar com uns ovos frescos. Considerando que ali perto só existiam ovelhas, utilizou algum leite para fazer a mistura, que só mais tarde, com as temperaturas negativas originou a solidificação do referido pudim. Este senhor inventou também outras coisas que solidificavam, como o queijo, a gelatina e o tofu (esta ultima invenção foi puramente acidental, tanto que hoje em dia este pseudo-alimento é apenas, seguindo a tradição, comido por acidente).

E assim, a partir de 2010 o Flan será uma maravilha da culinária portuguesa.

Esta é a história do Flan, o qué cachas? Hã?

segunda-feira, dezembro 28, 2009

3D damn!

Caríssimos, serve o presente para vos dar a conhecer a minha interpretação crítica do tão aclamado filme: Avatar do senhor do Titanic.


Ao contrário do que seria de esperar não vi nem li nenhuma crítica antes de ir ver o referido filme. Até porque o objectivo era precisamente ir isento de influências externas. Posto isto descrevo a situação da ida ao cinema e aquilo que ficou digno de registo.

1- Colombo, sessão das 00:15, com balde de pipocas e óculos à Woody Alan versão made in China.

2- O pior deste mundo são as pessoas já diziam algumas pessoas que conheço. Prova disso é que se cobram um excesso de 2 euros por um par de óculos de plástico que no final nos são pedidos para devolver num "oculão". E como pessoa que sou, pensei o mais lógico e imediato. Paguei-os, são meus. Mesmo que não me sirvam literalmente para nada. (afinal também sou pessoa)

3- O cinema já começa a entrar no campo do luxo, custa o mesmo que um almoço e ainda por cima agora foi instituído na maior parte das salas um intervalo de sete minutos. Ahahah O que é certo é que não estou nem um bocadinho disposto a pagar para ir ver publicidade no cinema. Mas como mais uma vez os cinemas são geridos por pessoas. Estamos mal.

4- A projecção, talvez por ser tarde o filme foi cortado e por momentos surgiu um clima de revolta na plateia. Pena que não houve um surto de pedidos de devolução do preço do bilhete.

5- O filme propriamente dito. Alguém escreveu que era uma mistura de Matrix com outra coisa qualquer. Mas quem escreveu isso provavelmente viu o filme sem óculos e terá ficado com uma ideia perfeitamente desfocada do que foi aquilo. Aquilo foi lindo de morrer no que diz respeito a efeitos especiais, ao aproveitamento máximo da tecnologia que o Real D 3D permite. E porque sim é um Matrix no sentido em que é um marco histórico para o cinema. Fiquei maravilhado com a eficácia de alguns efeitos e por momentos dei por mim a fazer o gesto de afastar moscas, que me pareciam querer tocar no nariz. Por outro lado o enredo, os personagens e a história. Hummm, mais do mesmo. Fica o registo pela qualidade e espectáculo que é um regalo para os olhos. Principalmente para quem nunca experienciou o cinema 3D.

Vale a pena ir ver só mesmo para ficar impressionado com a tecnologia.

E para os que já estão a pensar em ficar com os óculos e fazer o mesmo em casa, forget it. Não funciona porque é necessário um filtro especial que é colocado durante a projecção para que se possam ver os efeitos. Existe uma possibilidade remota de isto poder vir a ser "copiado" para ver em casa, mas toda a experiência se perde quando não há releases na web em 3D. (diz que é uma nova forma de combate à pirataria) Vamos lá ver até quando.

Vão dar uma vista de olhos. Ah, é preparem-se para um longo filme.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Retirada estratégica ou Piquenique na mata.

Entrada de um elefante numa loja de porcelana, ou filme do Indiana Jones. Viaja-se para longe com estranhas pessoas e algumas pessoas estranhas e o resultado que dá é este:

Um número significativo de Elefantes ou Indiana Jones entram num Resort de Porcelana. Entram com cuidado, cuidado esse que durou perto de uma horita e meia. Não pelo extenso repasto, mas pelo tempo em que os queixumes se prolongaram pela sala. Em tempos de seca, corta-se na ração, não é verdade? Continuando, segue o alojamento dos ditos intervenientes e dada a sua rebeldia selvática espera-se que a noite continue animada. Dito e feito, o quartinho de porcelana número um foi forçosamente, coincidência o número, o Primeiro a partir. Podia relatar-vos a forma drástica com que tudo tinha sido reduzido a cacos, mas confesso que fiquei decepcionado com a eficácia com que os Indiana Jones de desviaram de todas as armadilhas. Resultou pois claro numa pequena e pouco evidente quebra no orçamento para o anfitriões. O que mais me impressionou foi a eficácia do boato, a sua velocidade e o seu impacto. Esperava-se aqui que o impacto fosse grande, dada a velocidade que o boato foi espalhado. Duzentos quilometros hora foi a velocidade que ele atingiu a cara prateada do dono dos aposentos. O castelo foi conquistado perto das 6 da manhã, altura em que um dos residentes depois de grandes insistências macarrónicas, conseguiu chutar os aventureiros para fora alegando a sua intolerância ao fumo com que se lhe impregnaram as cobertas do leito.

Dia seguinte, ordem dos trabalhos iniciada pela mais estridente ave rara canora que alguma vez me rasou sobre a cabeça. Lançando em riste a cloaca de onde saiu o grito fatal. Não incitou à colaboração, mas sim à revolta. Tendo revoltado até o mais manso cordeiro que de imediato retorquiu e em jeito de imitação o grito de guerra de tamanha incomodação. Bom diiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaa. Descobriu-se depois que a maçã tinha bicho, ou seja, que a ave tinha portanto levado um pontapé nas costas (o que de alguma maneira nos faria pensar que as suas entranhas estavam a ser fortemente espremidas e que aquilo eram sintomas de outras maleitas). Trincadas as papas, segue a caminhada longa até ao jantar, culminando num maravilhoso prato de, adivinhem, escassez. Já com as vistas turvas da falta de alimento, os Indiana Jones transformaram-se em Elefantes e dirigiram-se às suas casinhas de fina louça. Pesados que estavam, mas sem vontade de admitir a avançada idade e a fraca veia para aguentar horas e horas sem cerrar as vigias. O máximo que aguentaram foi até às 3 da matina, mas aqui foram eles próprios no dia seguinte a utilizar o poder do boato, denotado em frases como: “hoje só dormi 3 horas” ou “ando a dormir tão pouco e hoje nem preguei olho” frases do meu ponto de vista a roçar o feérico. Certo é que ninguém lhes pôs nessa noite, a vista em cima.

É para arrebentar, estava na cabeça de todos. E foi, carrinhos de choque com motor pra uns, carrinhos de esfera pra outros, formula um pra muitos. Lá se definiu o terceiro, segundo e primeiro menos mau de todos. Com os ossos a estalar, os músculos a latejar e a berrar por uma injecção de tranquilidade, vai-se prós montes pra lhes dar tiros. Malha-se, amassa-se e espremem-se bem, pra obter o excelente resultado que é exactamente igual a uma grande tareia com cinto, bastão de basebol , uma ou outra soqueira e umas varas de bambu. Foi uma maneira interessante de espancar, sem ter implicações legais que, a comprovar-se o contrário seriam refutadas pela colaboração voluntariosa e sorridente da vitimas. Depois do espancamento algumas das vitimas iniciaram a marcha para o castigo final, ainda antes puderam ter acesso a uma última refeição um faustoso e delicado jantar, de reduzidas proporções, cortadas ao meio e recheadas de microscópicas doses de coisa nenhuma. Para uma barriga cheia de alguma comida, e um pouco de ar. Mais precisamente noventa e nove partes de ar para uma de comida. Certo é que este comportamento da parte dos anfitriões viria a gerar revolta e a dar origem a consequentes actos tresloucados cometidos por touros raivosos sedentos (e naturalmente famintos) de vingança. Foi aqui que em jeito de migração de manada de gnus e gazelas saltitantes procederam à massiva destruição de uma jarra. De tal forma empenhados que estavam na sua vingança que conseguiram que a jarra na entrada caísse, estando todos na sala. Foi a força da aura furiosa, espicaçada pelas grandes quantidades de álcool contidas nas duas garrafas que foram distribuídas pelos quinze gnus e gazelas que estavam num dos frágeis ninhos do Resort. O acontecimento transcendental gerou um aceso e emocionante debate em torno de nada, com o espantoso silêncio a aparecer pela primeira vez em tão ruidoso ambiente. Para meu, consegui pela primeira vez perceber que lá fora haviam grilos.
Last breath - poder-se-ia dizer que o melhor para o fim. Os guerreiros cansados de longas batalhas recusaram em grande parte a formidável refeição da manhã, onde a palavra buffet, gera sorrisos e autoriza à alarvice do mesmo prato cheio por quatro vezes. Deixando passar finalmente para fora as feridas de guerra que tanto esconderam ao longo dos dias. Conversados e discutidos todos os assuntos, ou a sua grande maioria, o silêncio quase que tomava de assalto a hora de almoço, onde se subiu o volume mais uma vez para fechar com uma demonstração de que a pouca energia, não afecta a boa forma das línguas nem tão pouco lhe rouba a vontade de bater nos dentes. Mas... Ficou claramente o pior para o fim, a estonteante velocidade de quinhentos quilómetros hora tomada pelos despojos deixados no campo de batalha apanhou a quadriga onde viajavam os guerreiros. E logo ali explodiu encerrando um capitulo com um saldo quase a rondar a minha conta bancária.
No final, houve filmes para todos os gostos: Momentos de “O Predador” de “Palpitações”, um bocadinho de “Pulp Fiction” já na piscina acho que “O Tubarão” reinou.

Um pequeno reparo: Incluo-me na manada, na aventura e na derrocada. Portanto para melhorar o saldo final se houver contas a ajustar, terei todo o gosto em dar a minha parte. Foi “ALTEmente” ou pelo menos lá perto não fosse a mingua.

quarta-feira, novembro 18, 2009

The face of the Book 2

Sou oficialmente um estafermo. Sim porque cedi às pressões impostas pela força da sociedade digital. Tão vexado que fui que lá estou. Pois é não sei como me vou conseguir redimir de tal falha técnica. Talvez nos próximos oitenta anos ainda esteja a digerir tão atroz atitude.

Uma coisa é garantida, encontrei por lá gente que pensava já ter desaparecido da face da terra. Gente que julgava à procura de baldes de água na Lua.

Cedi, mas não me rendo. Atenção, quintas virtuais, gangues e guerras de pseudo vampiros é que não. Nada de me informar que ganharam um ovino azul que em vez de lã dá mantas axadrezadas já tecidas, ou porcos sem gripe (sim porque está muito em voga).

Tudo isto para dizer, resistirei até ao fim aos malefícios do book. E mais... lutarei contra a fome de socialização virtual que esse alimenta. A minha forma de luta qual será, perguntam? Pois bem, demorarei muito tempo até colocar uma foto online. E quiçá se não coloco uma foto de um transeunte azamboado.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Quem posta...posta de pescada.

Uma coisa é certa, toda a alminha tem a sua. Seja útil, severa, inútil ou sincera, as opiniões podem ter tantas faces como as que existem por esse mundo fora. Como em tempos aqui referi. Aquilo que me diferencia dos outros está essencialmente no BI. Sapiências pró lado e pesando bem essa afirmação admito que não posso estar o mais longe da verdade. Isto é óbvio para qualquer pessoa que tenha dois dedos de testa. Mas aquilo que me deu o direito de escrever isso foi precisamente o de ter a minha opinião. Pois por certo que esta é mutável e evolutiva ou regressiva, como queiram. Mas não deixa de ser a minha opinião. Ego e ísmos à parte posso efectivamente partilhá-la com todos os 2 ou 3 que me lêem. E aí exercer, quiçá a minha influência de pensamento em vós. De maneira a moldar e toldar a vossa razão seguindo as minhas intervenções blogueanas em jeito de culto ou seita, que sagaz seguidor segue, sem sequer surgir um semblante de suspeita e tão soberbo ser.

Está na minha razão como na de qualquer ser humano a de seguir e ser seguido. Mas agora não me apetece seguir, sigam-me vós nestas minhas pantominices.

terça-feira, setembro 22, 2009

The face of the book.

God help me. Não sou do tipo seguidor. Não sigo modas, tendências, manias, taras, ou sequer caminhos. Gosto e divirto-me a andar aos ésses.

Por esses e outros motivos insurjo-me contra a perda de tempo exaustiva gerada pela falsa sociabilização criada pelas redes sociais. Estamos efectivamente com a sensação que estamos a sociabilizar, no entanto estar especado em frente a um computador não é propriamente ser um ser social. Senão vejamos. Socializar no dicionário: Tornar sociável, reunir em sociedade. Isto poderia merecer uma análise profunda sobre o que é efectivamente ser sociável ou sobre o acto de reunir em sociedade, não basta obviamente ir às finanças. Temos que sair para rua, e deixar de cuidar das quintinhas criadas em flash onde os animais eram estáticos e por obra e graça do criador/programador começaram a pastar virando-se aleatoriamente para qualquer lado e para isso demorando um ou dois logins.

Sedentários é o que são. Aqueles que se dedicam à sociabilização através de um monitor, podem-se dizer tudo, excepto sociáveis. Contudo, não desesperem, para tudo existe salvação e não passa por "xinar" os pulsos com uma colher sopa. O primeiro passo é admitir. Bem sei que nem toda a gente terá coragem de despender das suas 4 ou 5 horas perdidas nas redes sociais para sair com um só amigo. Não é fácil. Eu próprio sou um bocadinho anti-saídas com um amigo só. E poucos são os meus amigos que gostam de andar aos "ésses". Tornando-se esta prática aborrecida após alguns minutos.

Nem tudo é negativo nessas redes sociais, existe algo que é extremamente positivo e que por sinal considero a melhor parte, comparando-a mesmo aos créditos finais de um mau filme, o botão "logout".

Fiquem a saber que também vou cedendo de vez em vez, e como tenho alguns porquês, optei por fazer uma pequena incursão ao mundo da sociabilização virtual. Resultado, fiz um teste que revelava que marreta, (sim os do Jim) seria eu. Descobri que sou os dois velhos no balcão do teatro. Diz quem me conhece que é por causa do meu mau feitio.

Não sei quanto a vós meus caros, mas saber que marreta sou não me demove de ir para uma esplanada beber um café com os amigos.

segunda-feira, setembro 14, 2009

O grito interior

Olhar para as vossas caras e o que vejo:

Sónia: Tirem-me daqui, estou com uma vontade de formular fórmulas formuladas em excel, como de tirar a pele com uma colher de sobremesa espalmada com o pé de uma cadeira. É quase como o paradoxo do mentiroso (Numa folha está escrito o seguinte, frente: O que está escrito atrás é verdade. Verso: o que está escrito atrás é mentira) Entramos em loop infinito. Uma invalida a outra. Neste caso a vontade de te ires embora e a vontade que eles têm de te mandar embora (não sendo aparentemente contraditório, a indemnização surge para eles como um pau nas costas)

Vânia: AHAHAH México, seus porcos fiquem aqui nesse ambiente grotesco de animais infectados com as mais variadas estirpes sem vacina. Que eu vou estar a curtir uma praia e a fazer caldinhos naquele mar a 30 graus. Argumentum ad nauseum, que é como quem diz podem tentar convencer-me que trabalhar é bom que fortalece o carácter, e podem repeti-lo até à exaustão, mas eu gosto é de não fazer nada.

José: Apesar da minha aparente apatia todo eu rejubilo, num regozijo gutural de quem acabou de largar um grande presente lascando a porcelana. Não comparo o facto de poder dar à luz, mas quase de certeza que quando tudo acaba é uma sensação de alívio gigantesca. Nem dá para pensar no que fica para trás, desde que fique para trás. O que é facto é que ao fim destes anos todos, parece que estou mais próximo de me sentir realizado com uma simples mudança de emprego, não espera, com a saída deste emprego do que se me dissessem que estava rico e não tinha que trazer o pão para casa. (podia efectivamente construir em casa uma padaria.)

Pela careca do Paulo ou pelas costas do Varela não consigo perceber qual o seu estado de espírito. Mas tenho uma vaga ideia.

quarta-feira, setembro 02, 2009

El Capitan Fantasma

No escuro da noite vejo à revelia uma foto escurecida que revela a obscuridade da mente duma pessoa clara e iluminada.

Apela à tua vontade de rebelião para dinamitar a tua confiança no sistema instaurado na anarquia hitleriana deste antro de piratas apalhaçados, que nos fazem rir muito pouco quando nos vão aos bolsos. O fulgor do cheiro a carne putrefacta que provém do armário da contabilidade revela o estado de degradação das contas. A normalidade dos intervenientes é posta em causa quando já todos se riem da desgraça e do degredo. Nem com o mais reles perfume se disfarça a interjeição que nos assombra as narinas já ranhosas de tanta diferença de temperatura. Ora está quente ora está frio, cada vez mais gelado.

Está na hora de arrancar daqui e ir comprar um cobertor.

El Capitan Fantasma


Para dedicar aos meus grandes amigos: 1berto (o verdadeiro Capitan Fantasma), Sónia, Vânia.

quinta-feira, junho 25, 2009

As aventuras de um moralista nos pastos verdes da desinteligência

Todos juntos, não fazem um. Ou será que é difícil pensar com uma temperatura acima das 25 graus célsius?

Tenho as minhas suspeitas que independentemente da temperatura não há estimulo aplicado à massa cinzenta, pelo que consequentemente não podemos culpar a temperatura, alta ou baixa, gorda ou magra. A culpa não é dela.
Vontade por momentos tenho que me perguntem o que estou a fazer. Só para poder responder algo do género: estou a coçar a micose com banda sonora, no entanto não estou confortável. E aí sim, posso culpar a temperatura. A minha mucosa nasal não me permite mentir. A minha voz nasalada tão pouco é irrelevante.

Todavia, contudo e no entanto sei que são pingos do meu ar condicionado da revolta, que está provavelmente mal programado. Garantidamente que é culpa dos meus progenitores, ou contextualizando, instaladores.

Os defeitos na refrigeração da minha massa cinzenta também me permitem ter optado por uma monitorização assistida daquilo que se passa cá dentro, quer isto dizer que mesmo não tendo essa necessidade, me obrigo a pensar. Prática que não é comum em ambientes que frequento diariamente. Resta saber se a monitorização assistida é um privilégio exclusivo de uma elite ou se é um tesouro raro e um bem escasso que contempla um ou dois sortudos nesta inundação de azarados. A modéstia é uma virtude, eu sei, porque a tenho. ;-)

terça-feira, maio 26, 2009

You really got me...

You really got me going, for a while. Yeahhhhh!!!

Parece que a crise me afectou também, estou numa clara economia de ideias, numa poupança desmesurada de palavras, num estado dormente e só comunico o necessário. Dou por mim a rir sozinho a pensar naquilo que os outros dizem e fazem, parece-me tão fácil escrever sobre os outros e com isso reunir material suficiente, para criar uma bíblia, com uns mil ou dois mil mandamentos. Mandamentos actualizados aos dias de hoje, como que uma espécie de marcador azul sobre as ideias completamente distorcidas que se passam nas mentes das gentes com quem me cruzo. Certa leitura que fiz, de um verdadeiro escritor português, um dos meus favoritos, José Gomes Ferreira, que diz precisamente aquilo que penso da mesma maneira que eu próprio diria, não posso dizer que me está a imitar, ou a plagiar, até porque a data do meu aparecimento e geração enquanto pessoa é de facto muito mais tardia que a dele. Mas se assim não fosse, seriamos com toda a certeza mentes em sintonia. Em tudo existe um ponto a observar que merece um reparo com humor. Talvez um pormenor que escapa à maioria dos transeuntes. Tudo aquilo que vivo e a que assisto, leva-me a concluir que as pessoas são nada mais nada menos que: Estúpidas. Não sendo religioso dou por mim num estado suspenso de reza, benzo-me de dez em dez segundos pelas atrocidades que jorram de mentes brilhantes com quem falo, ou grunho. Considero-me estúpido, tanto ou mais que todos os outros, mas, ofende-me assistir ao falar sem pensar. Dizer, por dizer, grunhir para fazer sons. Gosto de fonética, mas não exageremos. Qual o efeito de tudo isto? Conviver com estúpidos faz naturalmente embrutecer, e o reflexo claro da minha brutidade ortográfica é poder dizer com certeza que vou passar este texto quatro ou cinco vezes pelo corrector ortográfico, e mesmo assim sem a consciência de que tudo o que escrevi está em Português. Português, vejam só.